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Nossa História

Para contar a história da atual Igreja da Santíssima Trindade de Jacuecanga, precisamos voltar no tempo para uma época em que ainda era educandário, faremos isso com o auxílio de uma linha do tempo, acompanhe e veja ainda as fotos que retratam as mudanças sofridas por este patrimônio angrense ao longo do tempo.

Em 1792, Manuel de Cunha Carvalho, fazendeiro em Jacuecanga, constrói o educandário, onde atualmente se encontra o cemitério. Havia, naquela época, recursos financeiros nesta área por causa do intenso transporte marítimo entre Parati e Sepetiba, de ouro.

Em 1808, o educandário foi oficialmente inaugurado pelo Irmão Joaquim Francisco do Livramento, o São Vicente de Paulo do Brasil, fundador de muitas obras sociais desde a Bahia a Porto Alegre. Nos estatutos se lê: A casa Pia da Santíssima Trindade é para formar meninos nas letras e ulteriores estudos ou em algum oficio manual.

Em 1809, foi inaugurado o Seminário da Santíssima Trindade. Este nome também foi mantido depois da transformação do local em igreja.

Em 1822, acontece a chegada do Padre Antonio Ferreira Viçoso, Lazarista, professor do famoso Colégio Caraça (Minas Gerais), que assume a direção do seminário. O prédio que ele encontra é pequeno, por isso ele dá inicio a construção de novos prédios, igreja e colégio. Na imagem é possível ter a dimensão da área ocupada pela instituição atualmente.

Em 1833, foram finalizadas as obras. Um pouco mais tarde, em 1837, o Padre Antonio Viçoso volta para Minas Gerais, onde torna-se Bispo de Mariana. Em 1839, o seminário foi transformado em Liceu, sendo transferido para o centro de Angra dos Reis, onde em 1859 foi desativado. A imagem acima mostra a construção sem a pintura atual.

Os prédios foram abandonados. Tornaram-se ruínas do que um dia foi um grande centro educativo, sul-fluminense. A razão do abandono é econômico, os produtos da Baía da Ilha Grande (Parati, Angra e Sepetiba) foram em grande parte desativados. Havia novos caminhos do interior para o Rio de Janeiro, dispensando o transporte marítimo.

Em 1856, um decreto de 10 de setembro criou, uma nova Paróquia sul-fluminense cujo território abrange a área entre o rio Garatucaia e o rio Camorim Pequeno. A capela do abandonado seminário de Jacuecanga foi elevada a Matriz, dedicada à Santíssima Trindade. Os arquivos desta nova paróquia guardam, desde esta data, os milhares de nomes daqueles que nesta igreja foram batizados e unidos no casamento ou enterrados no cemitério.

Em 1858, acontece a mudança do nome para Paróquia da Santíssima Trindade. Em 1864, o ilustre angrense Raul Pompéia é batizado pelo Padre Francisco José Mendes em 28/08. Em 1874, ocorre a visita episcopal do Bispo Dom Pedro Maria de Lacerda.

Em 1881, acontece a festa na Igreja Santíssima Trindade, no dia 16/10, relatado pelo Senhor Armando em um folhetim da época demonstrando o espírito alegre e festivo da comunidade naquele tempo: “Chego de um belo passeio. Regresso de Jacuecanga, onde tive ocasião de apreciar, no domingo, 16 corrente, uma festinha modesta, porém muito concorrida. A festa foi precedida de novenas, sempre com numerosa concorrência. A praia estava durante a festa repleta de canoas e os carros que chegavam das fazendas, cheios de gente, davam à festa um perfeito cunho de romaria. Às 11 horas começou a missa cantada. A Igrejinha quase não cabia o povo. Muita moça bonita, muito rapaz esbelto. O Vigário Olavo cantou a missa. Pregou bem. Agradou muito. Findo o ato religioso, o povo saiu do templo e o Largo ficou apinhado. As doceiras não davam mãos a medir a venda dos doces. Fizeram um negoção. Até o Chico Leal gosta de doces. O Leal andava num constante redemoinho, ora ocupado com a lista da loteria, alimentando a doce esperança de um prêmio, ora dando largo sorriso saboreando o algodão.  Daí a pouco fomos à casa do Vigário almoçar. Aí estava posta uma mesa lauta. Comemos bem. As diversas iguarias desafiavam os nossos apetites. Saímos vencedores nesta batalha gastronômica. A fraqueza do Vigário penhorou-nos? ? Veio a tarde. O povo descansava para a noite, enquanto que o José Alves preparava no largo o fogo artificial. À tardinha principiava a chegar de todos os lados muita gente, muitos cavaleiros, muitas canoinhas. Pouco a pouco o largo foi se enchendo. Os negócios que haviam nas proximidades da Igreja estavam em constante sussurro. A moeda tinia sem cessar nos vastos balcões. Alguns devotos, já no ganso, recolhiam-se à sombra dos arvoredos, que se embalavam à fresca brisa do leste. Nós, na sala do refeitório do antigo seminário, gozávamos sobre umas finas esteiras estendidas.”

Em 1886, uma Excursão Ministerial – Texto publicado na Gazeta de Angra entre 15 e 22 de abril , comprova que o prédio da Paróquia e da Igreja estavam intactos. Em 1903, ocorre a chegada ao Brasil dos Padres Carmelitas da província holandesa. Eles assumem todas as paróquias de Angra (Ilha Grande, Jacuecanga, Angra, Centro, Ribeira e Mambucaba). Em 1960, ocorre uma recuperação da Igreja e do prédio anexo.

Em 1959, a indústria naval se estabelece em Jacuecanga, foi o início do Estaleiro Verolme. Em 1963, o Frei Hilarião é nomeado vigário de Jacuecanga. Nessa ocasião houve uma grande procissão de translado das imagens e objetos de culto pertencentes à Matriz e que estavam sob a guarda da comunidade de Monsuaba. O Pároco e os fieis da Matriz aguardavam no local que hoje é conhecido como Vila da Petrobrás. Os tempos são novos. A vida volta para a área sul-fluminense com a construção da Estrada Rio-Santos.

Em 1965, através do esforço da comunidade católica e a ajuda do Estaleiros Verolme, foram iniciadas as obras de restauração do prédio principal. O prédio da Matriz não tinha resistido ao tempo. A torre, de tão fraca, foi demolida e as árvores cresciam em cima dos seus muros. Esse estado de abandono pode ser verificado nas fotos anteriores. Em 1968, ficou pronto o salão que passaria a funcionar como Igreja com o acompanhamento do Padre Ricardo (Convento do Carmo). Em 1969, o Frei Henrique Tolsma começa seu trabalho pastoral, inclusive morando na casa paroquial cujas obras estavam concluídas. Em1970, o Padre Henrique Amberge assume os trabalhos pastorais, mas logo se afasta. Em 1972, o Padre Nelson Campos vem assumir a comunidade, mas logo se afasta.

Em 1973, logo após a saída do Padre Nelson, chega a Irmã Esperança, seguida pelas Irmãs Gisele e Abadia. Em 1974, o Frei Vital Winderink chega a Paróquia Nossa Senhora da Conceição trazendo logo em seguida as Irmãs Carmelitas da Divina Providência, que foram morar em Jacuecanga, dando prosseguimento ao trabalho da Irmã Esperança. Sendo algumas delas: Irmã Maria José, Natividade, Haidée, Matilde, Marlene.

Em 1983, já Bispo da recém criada Diocese de Itaguaí, Dom Vital convida o Padre Paulo Inácio para ser o vigário da Paróquia da Santíssima Trindade de Jacuecanga. Decreto 02/83. Em 1985, o Padre Paulo retorna para o Rio Grande do Sul, o Padre Roberto (Beto) e Frei Vitor mantém um trabalho pastoral. Em agosto o Padre Antonio Cipriano de Oliveira assume como pároco. Em 1986, o Padre João De Nijjs toma posse no dia 14/09. Em 1988, a torre é restaurada. Em 1989, acontece a restauração da antiga igreja da Santíssima Trindade. Na foto abaixo a torre ampliada.

Em 2006, o Padre João De Nijjs renuncia a Paróquia Santíssima Trindade. Depois de uma conversa em um retiro em Juiz de Fora, o provincial de sua congregação falou que estaria na hora de Padre João renunciá-la. Então no dia 18/02, Dom Ubiratan vem a Paróquia a pedido de Padre João informando-o sua decisão e ficando estabelecido que ele continuaria na Paróquia, porém como vigário.  Em 19/02/2006, Pe. Gilberto Stanisce, vigário nesta ocasião, assume a Paroquia como pároco, onde continua ate a presente data. Nestes últimos anos, desafios e conquistas foram realizadas ao serviço do reino de Deus.

 

Fonte: IHGB, Paróquia Santíssima Trindade, Diocese de Itaguaí e PMAR.