1792: Manuel de Cunha Carvalho, fazendeiro em Jacuecanga, constrói um educandário, onde atualmente se encontra o cemitério. Havia, naquela época, recursos financeiros nesta área por causa do intenso transporte marítimo entre Parati e Sepetiba, de ouro.

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1797: Construção de uma Capela.

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1808: O educandário foi oficialmente inaugurado pelo Irmão Joaquim Francisco do Livramento, o São Vicente de Paulo do Brasil, fundador de muitas obras sociais desde a Bahia a Porto Alegre. Nos estatutos se lê: ?A casa Pia da Santíssima Trindade é para formar meninos nas letras e ulteriores estudos ou em algum oficio manual?.

1809: Inauguração do Seminário da Santíssima Trindade.

1822: Chegada do Padre Antonio Ferreira Viçoso, Lazarista, professor do famoso colégio, Caraça, (Minas Gerais) que assume a direção do seminário. O prédio que ele encontra é pequeno, por isso ele dá inicio a construção de novos prédios, igreja e colégio. Sendo estes os prédios que se encontram atualmente.

1833: Finalização das obras.

1837: Pe. Antonio Viçoso volta para Minas Gerais, tornando-se Bispo de Mariana.

1839: O Seminário foi transformado em Liceu; transferido para Angra dos Reis, onde em 1859 foi desativado. Os prédios foram abandonados. Tornou-se ruina o que poderia ter sido um grande centro educativo, o ?Caraça? sul-fluminense. A razão do abandono é econômico, Os produtos da Bahia da Ilha Grande (Parati, Angra e Sepetiba) foram em grande parte desativados. Havia novos caminhos do interior para o Rio de Janeiro, dispensando o transporte marítimo.

1856: Por decreto de 10 de setembro criou-se, neste ano, uma nova Paróquia sul-fluminense cujo território abrange a área entre o rio Garatucaia e o rio Camorim Pequeno. A capela do abandonado seminário de Jacuecanga foi elevada a Matriz, dedicada à Santíssima Trindade. Os arquivos desta nova paróquia guardam, desde esta data, os milhares de nomes daqueles que nesta igreja foram batizados e unidos no casamento ou enterrados no cemitério.

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1858: Mudança do nome para Paróquia da Santíssima Trindade.

1864: Batizado de Raul Pompéia pelo Padre Francisco José Mendes em 28/08.

1874: Visita Episcopal do Bispo Dom Pedro Maria de Lacerda.

1881: Festa no dia 16/10 na Igreja Santíssima Trindade, relatado pelo Senhor Armando em um folhetim da época demonstrando o espírito alegre e festivo da comunidade naquele tempo: Chego de um belo passeio. Regresso de Jacuecanga, onde tive ocasião de apreciar, no domingo, 16 corrente, uma festinha modesta, porém muito concorrida. A festa foi precedida de novenas, sempre com numerosa concorrência. A praia estava durante a festa repleta de canoas e os carros que chegavam das fazendas, cheios de gente, davam à festa um perfeito cunho de romaria. Às 11 horas começou a missa cantada. A Igrejinha quase não cabia o povo. Muita moça bonita, muito rapaz esbelto. O Vigário Olavo cantou a missa. Pregou bem. Agradou muito. Findo o ato religioso, o povo saiu do templo e o Largo ficou apinhado. As doceiras não davam mãos a medir a venda dos doces. Fizeram um negoção. Até o Chico Leal gosta de doces. O Leal andava num constante redemoinho, ora ocupado com a lista da loteria, alimentando a doce esperança de um prêmio, ora dando largo aquele gênio alegre, folgazão. Daí a pouco fomos à casa do Vigário almoçar. Aí estava posta uma mesa lauta. Comemos bem. As diversas iguarias desafiavam os nossos apetites. Saímos vencedores nesta batalha gastronômica. A fraqueza do Vigário penhorou-nos? ? Veio a tarde. O povo descansava para a noite, enquanto que o José Alves preparava no largo o fogo artificial. À tardinha principiava a chegar de todos os lados muita gente, muitos cavaleiros, muitas canoinhas. Pouco a pouco o largo foi se enchendo. Os negócios que haviam nas proximidades da Igreja estavam em constante sussurro. A moeda tinia sem cessar nos vastos balcões. Alguns devotos, já no ganso, recolhiam-se à sombra dos arvoredos, que se embalavam à fresca brisa do leste. Nós, na sala do refeitório do antigo seminário, gozávamos sobre umas finas esteiras estendidas.

1886: Excursão Ministerial? ? Texto publicado na Gazeta de Angra entre 15 e 22 de abril , comprova que o prédio da Paróquia e da Igreja estavam intactos.

1903: Chegada ao Brasil dos Padres Carmelitas da província holandesa. Eles assumem todas as paróquias de Angra (Ilha Grande, Jacuecanga, Angra, Centro, Ribeira e Mambucaba).

1960: Recuperação da Igreja e do prédio anexo.

1963: Frei Hilarião é nomeado vigário de Jacuecanga. Nessa ocasião houve uma grande procissão de translado das imagens e objetos de culto pertencentes à Matriz e que estavam sob a guarda da comunidade de Monsuaba. O Pároco e os fieis da Matriz aguardavam no local que hoje é conhecido como Petrobrás. Os tempos são novos. A vida volta para a área sul-fluminense pela construção da rodovia Rio-Santos. Em Jacuecanga estabelece-se a indústria naval nos estaleiros Verolme em 1959.

1965: Com o esforço da comunidade católica e a ajuda dos Estaleiros Verolme, foram iniciadas as obras de restauração do prédio principal. O prédio da Matriz não tinha resistido ao tempo. A torre, de tão fraca, foi demolida e as árvores cresciam em cima dos seus muros.

1968: Ficou pronto o salão que passaria a funcionar como Igreja com o acompanhamento do Padre Ricardo (Convento do Carmo).

1969: Frei Henrique Tolsma começa seu trabalho pastoral, inclusive morando na casa paroquial cujas obras estavam concluídas.

1970: Padre Henrique Amberge assume os trabalhos pastorais, mas logo se afasta.

1972: Padre Nelson Campos vem assumir a comunidade, mas logo se afasta.

1973: Logo após a saída do Padre Nelson, chega a Irmã Esperança, seguida pelas Irmãs Gisele e Abadia.

1974: Frei Vital Winderink chega a Paróquia Nossa Senhora da Conceição trazendo logo em seguida as Irmãs Carmelitas da Divina Providência, que foram morar em Jacuecanga, dando prosseguimento ao trabalho da Irmã Esperança. Sendo algumas delas: Irmã Maria José, Natividade, Haidée, Matilde, Marlene.

1983: Já Bispo da recém criada Diocese de Itaguaí, Dom Vital convida o Padre Paulo Inácio para ser o vigário da Paróquia da Santíssima Trindade de Jacuecanga. Decreto 02/83.

1985: Padre Paulo retorna para o Rio Grande do Sul e Padre Roberto (Beto) e Frei Vitor mantém um trabalho pastoral. Em agosto o Padre Antonio Cipriano de Oliveira assume como pároco.

1986: Padre João De Nijjs toma posse no dia 14/09.

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1988: Restauração da torre.

1989: Restauração da antiga igreja da Santíssima Trindade, para que ela continue sendo por muitos séculos lugar de irradiação do evangelho de Jesus Cristo.

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2006: Padre João De Nijjs renuncia a Paróquia Santíssima Trindade. Depois de uma conversa em um retiro em Juiz de Fora, o provincial de sua congregação falou que estaria na hora de Padre João renunciá-la. Então no dia 18/02 Dom Ubiratan vem a Paróquia a pedido de Padre João informando-o sua decisão e ficando estabelecido que ele continuaria na Paróquia, porém como vigário.

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No dia 19/03 às 10:00hs na Igreja São José Operário, Padre Gilberto Stanisce é empossado Pároco da Paróquia Santíssima Trindade. No dia 10/07 a Paróquia Santíssima Trindade completa 150 anos, é feita uma procissão recordando a grande procissão realizada no ano de 1963 com o mesmo trajeto.

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